TELEFONICA NÃO LIGA PARA SEUS CLIENTES

Por Dimas Gomez

É notória a falta de qualidade e respeito dos serviços prestados pela Telefonica em São Paulo. A empresa não parece ter herdado apenas toda a estrutura da Telesp, também herdou toda a burocracia de uma empresa estatal, o isolamento e impessoalidade no atendimento. Prova disso é o ranking da Anatel. Apesar de alguma diminuição no número de reclamações, a agência ainda considera que o serviço de telefonia como um todo, não apenas o da referida empresa, peca no quesito qualidade.

Após infrutíferas tentativas, durante um mês,  para contratar o Speedy, serviço de internet banda larga, recebi a seguinte explicação: “o senhor deve ligar cedo, porque os ips [endereços virtuais para localização dos computadores] são liberados pela Fapesp no início do dia”. Para o azar do atendente, perdi as estribeiras. Um técnico da empresa havia dito, antes, que a responsável pela liberação dos ips era a Anatel. Cheguei a pedir nota oficial à agência de telecomunicações, que declarou não ter nada que ver com isso – a liberação dos ips cabe à operadora e não há limitações nesse sentido.

Além disso, em outra feita, haviam afirmado que era impossível instalar o serviço em meu apartamento porque o modem ficava distante da Central (a extensão dos cabos limita a qualidade de transmissão do sinal), sinal sim da falta de planejamento, já que resido no centro de São Paulo. Sobrava, como alternativa, o modem do condomínio que, segundo o atendente da vez, estava lotado. Informação esta que, mais uma vez, constatei falsa.

Entendi, finalmente, que não poderia esperar qualquer boa vontade por parte da Telefonica. Pedidos feitos pela manhã estavam sendo encaminhados enquanto eu continuava “encalhado”. Como esta não cobra a verificação técnica, nem o atendimento telefônico, tive de me sujeitar às condições e à “benevolência” da empresa em oferecer um serviço gratuito de péssima qualidade.

Quem conhece o serviço de auxílio à lista 102, conhece o drama. Devido à inflexibilidade do atendimento, fica impossível obter um telefone para o qual não temos todas as informações. Como o serviço é gratuito, o que qualquer atendente deixa bem claro, temos de tratar de responder secamente às perguntas. Caso o telefone “não conste”, devido à imprecisão da pesquisa, ficamos “a ver navios”.

A tão querida pessoa jurídica alivia os custos para quem quer “adquirir” uma nova linha ou o Speedy. Óbvio que para agremiar novos clientes. No entanto, não hesita em reajustar desenfreadamente as tarifas e cobrar valores irreais para serviços simples, mas até importantes, como a transferência de uma linha (R$ 80,00 para telefones residenciais – A manutenção de qualquer parte do número não é garantida).

Estes são apenas algumas das insatisfações, é provável que o leitor tenha algumas mais à manga. É impossível prever uma conclusão para este problema. Fica como esta frase, sem ponto final


Dimas Gomez
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é...

Escrito por Dimas Gomez às 00h56
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