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É notória a falta de qualidade e respeito dos serviços prestados pela Telefonica em São Paulo. A empresa não parece ter herdado apenas toda a estrutura da Telesp, também herdou toda a burocracia de uma empresa estatal, o isolamento e impessoalidade no atendimento. Prova disso é o ranking da Anatel. Apesar de alguma diminuição no número de reclamações, a agência ainda considera que o serviço de telefonia como um todo, não apenas o da referida empresa, peca no quesito qualidade.
Após infrutíferas tentativas, durante um mês, para contratar o Speedy, serviço de internet banda larga, recebi a seguinte explicação: “o senhor deve ligar cedo, porque os ips [endereços virtuais para localização dos computadores] são liberados pela Fapesp no início do dia”. Para o azar do atendente, perdi as estribeiras. Um técnico da empresa havia dito, antes, que a responsável pela liberação dos ips era a Anatel. Cheguei a pedir nota oficial à agência de telecomunicações, que declarou não ter nada que ver com isso – a liberação dos ips cabe à operadora e não há limitações nesse sentido.
Além disso, em outra feita, haviam afirmado que era impossível instalar o serviço em meu apartamento porque o modem ficava distante da Central (a extensão dos cabos limita a qualidade de transmissão do sinal), sinal sim da falta de planejamento, já que resido no centro de São Paulo. Sobrava, como alternativa, o modem do condomínio que, segundo o atendente da vez, estava lotado. Informação esta que, mais uma vez, constatei falsa. |
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Entendi, finalmente, que não poderia esperar qualquer boa vontade por parte da Telefonica. Pedidos feitos pela manhã estavam sendo encaminhados enquanto eu continuava “encalhado”. Como esta não cobra a verificação técnica, nem o atendimento telefônico, tive de me sujeitar às condições e à “benevolência” da empresa em oferecer um serviço gratuito de péssima qualidade.
Quem conhece o serviço de auxílio à lista 102, conhece o drama. Devido à inflexibilidade do atendimento, fica impossível obter um telefone para o qual não temos todas as informações. Como o serviço é gratuito, o que qualquer atendente deixa bem claro, temos de tratar de responder secamente às perguntas. Caso o telefone “não conste”, devido à imprecisão da pesquisa, ficamos “a ver navios”.
A tão querida pessoa jurídica alivia os custos para quem quer “adquirir” uma nova linha ou o Speedy. Óbvio que para agremiar novos clientes. No entanto, não hesita em reajustar desenfreadamente as tarifas e cobrar valores irreais para serviços simples, mas até importantes, como a transferência de uma linha (R$ 80,00 para telefones residenciais – A manutenção de qualquer parte do número não é garantida).
Estes são apenas algumas das insatisfações, é provável que o leitor tenha algumas mais à manga. É impossível prever uma conclusão para este problema. Fica como esta frase, sem ponto final |
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